domingo, 27 de setembro de 2015

Caso Perdido...

Se eu sair para a rua e procurar nas pedras os abraços,
todos os que esqueci de partilhar.
E nesses abraços corressem rios de águas calmas,
e o teu olhar depositasse no meu rosto, o que não vejo.
Se eu sair, não grites indiferença.

Sim… vai por entre as sombras do jardim
mas leva nas mãos o impossível.
Talvez me torne uma pessoa diferente,
não tão crua, não tão sóbria.
Deposita aos meus pés a ilusão e a utopia,
Estou cansada de ser quem sou!
Traz até mim a fantasia.
Sem ironia.

Mas se eu sair para a rua num dia de temporal,
e secar as lágrimas nos rostos… Com que me cruzo.
Vira-me as costas.
Serei caso perdido, e como tal:
Pretendo ser esquecido.




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...