quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Esquece os beijos e os poemas fora de uso.

Estão todos os poemas fora de uso,
quando o mundo cai no esquecimento.
Não implores o mel nos olhos,
na frieza da alma se esvazia a mente.

Esquece os beijos, são flechas!
Quando morre uma criança.
Não desnudes ilusões, nem a carne,
na espuma da praia se afoga sentimento.

Estão todos os poemas fora de uso,
num tempo de inquietude.
Por isso: respeita com atitude,
todas as lágrimas por chorar.

Quando o mundo dá supremacia e visibilidade ao supérfluo e sem sentido, a quem escreve poemas pouco mais resta do que tentar redireccionar olhares.
A foto que acompanha este poema é uma entre milhares que circulam no Google, sobre o que se está a passar no Mediterrâneo.

Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...