quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Solstício...

Às vezes  chega até mim a saudade, impávida!
E uma aragem fresca relembra que o Outono é ali,
no virar da esquina. Assoma-se a dúvida,
serei ventania aos seus olhos! Mas conclui:

sou a sombra após o sol, pausa após a corrida.
São todas as negações baralhos de cartas, e vi
um riacho turbulento. Aos meus pés esquecida
a paixão. Sou névoa melancólica e aprendi.

Que no virar da esquina depois dos dias de sol,
transparece a secura nas pedras do caminho!
É o pó manto que cobre, semelhante a lençol.

É o sonho colibri, imenso afecto nostálgico,
na sombra que me sorri, podia ser farol:
mas a saudade aos meus olhos é solstício!



Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...