domingo, 21 de agosto de 2016

Quando o sono é de demoras…

Tenho saudades do luar, dos olhos cor de chão.
Dos passos lentos, do som dos búzios a cantar.
Melodias aos ouvidos nas tardes de verão.
Tenho saudades dos nossos risos a chamar…

A firmeza de ir além onde o horizonte é arpão.
 Cativo na constância desta sede matar…
Numa fonte azulada como que por condão.
Na planície ensolarada onde me apetece ficar.

Por tudo isso elevo os olhos ao alto, inquiro:
As recordações com perguntas concretas.
Porque cismamos em esquecer o destino?

Se de noite quando o sono é de demoras,
na penumbra do tecto dança o teu rosto!
E mesmo a dormir é o meu ser que chamas.




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...