domingo, 7 de agosto de 2016

Olhas para mim por inteiro...



 E agora, que inclinaste a cabeça sobre mim.
Reparaste na minha pele esbranquiçada.
No meu andar em círculo, sem estrada…
Ou nos meus olhos cor de terra. Chegou o fim?

Ou pelo contrário, ficaste cativo, sim…
De todas as visões de mente tresloucada.
Da minha mão um tanto desfigurada,
pela tinta que circunda o meu jardim.

Nele semeio; interrogações como balões.
Fertilizo a terra sem crer em candura.
Sempre que nasce uma rosa, é frescura!

Na aridez da minha mente. E agora?
Olhas para mim por inteiro, ou chegou a hora
de martelar o ultimo prego nos grilhões.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...