domingo, 7 de agosto de 2016

Não digas nada em Agosto...

Não digas nada, resguarda o silêncio.
Descai sobre as cabeças um grito aflito,
mas inaudível aos ouvidos. Silêncio…
Tudo o que necessita o instinto.

Deixa correr sem pressa o leito do rio.
Estão as almas cansadas, em compêndio:
Estão os corpos suados p`lo Estio.
Num mês de Agosto, de sombra vazio.

Não digas nada. Deixa que sonhe…
Todos os sonhos sem alma. Deixa que sonhe…
Todos os dias sem cor, e quem sabe os pinte;
com a cor do amor.





Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...