quarta-feira, 25 de maio de 2011

Acaso

O peso da pedra é leve
Sempre que derruba ribanceiras
Por acaso
O peso dos dias é obeso
Sempre que as horas surgem matreiras

Por acaso meu amor
Trôpego é o afecto
Que respira solidão
Por acaso meu amor
Trôpego é o coração
Que não parte à descoberta

O acaso do acaso
É cinza que se esvai
É pó suspenso num ai
Por acaso, mas que caso
Pesado em balanças decimais

O peso que aligeira
O pesar das decisões
Sei que a vida é matreira
Cheia de contradições

Por acaso neste caso
Nada é o que parece
O acaso desvanece
O peso que envelhece

E a pedra
Que será a pedra
No acaso deste verso
Meu amor é contrapeso
De poeta perplexo.


Os sonhos chegam nas trindades…

Em qualquer canto ouço a voz dos dias!... Traz ao de cima as fantasias. Mas qualquer canto ensurdece o vento. Mesmo que o intento po...