domingo, 15 de maio de 2011

Máscara

É medonho demais
Negro demais
Como é vil a prepotência
De julgamentos funestos
Arremessos
Que jogam ao chão
Debilidades
É medonho demais
A manipulação arbitrária
De vontades

Quem és tu
Que apontas o dedo
Pesando na balança
Qualquer passo
Quem és tu
Que mente perversa é essa
Olhas o mundo
Segundo as tuas acções
Quem és tu
Pedindo explicações

Se quando te olhas no espelho
Nem te reconheces
A máscara transfigura
Até o teu olhar.

Sempre que chamas por mim...

Deixo que o tempo apague a tua imagem. Aquela: que a chuva deixa na vidraça. No pensamento és nitida miragem. E  até as lágrimas são...