sábado, 14 de maio de 2011

Olhar

Visto-me tanta vez
Fico ali a cambalear no sentir
Visto-me tanta vez
De amargura, falso rir
Daquilo que me dói
Deste medo que corrói

Do morrer e a solidão

Mas quando menos espero
Uma pomba se agasalha
Dos meus medos faz palha
Me afasta do desespero

E mostra valer a pena

Viver assim como vivo
Dizer o que devo dizer
Olhar com algum sentido
As pedras que querem moer
Aquilo que penso entender
O dia é para ser vivido
Levando além o crer
De um sorriso atrevido
Que me diz como é bom saber.

Que as palavras transportam
Para longe a ansiedade
Num abraço apertado
Um desejo extasiado
Um gesto de amizade
Na lonjura a verdade
Está no olhar apurado
De quem olha com vontade

De um verso triste, entender.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...