terça-feira, 10 de maio de 2011

Tarde

Foge o pensamento, com ele fogem os dias
A idade foge, foge a agilidade
Curiosidade, finda a vaidade
Empalidece em derradeiras alegrias

Os instantes em que o corpo se curva
Nos olhos parados a vida respira
Numa saudade a dor se inspira
Será que vemos que tudo muda

No fim da curva, eu tento esquecer que existe
Mas a neve nos cabelos insiste
Em me dizer, cautela faz o que tens que fazer
Ou então será tarde a meu ver.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...