segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dor

Dói
Aquele fio de cabelo branqueado
A falta de um olhar cruzado
O silencio funesto
Que corrói
Dói
A mão vazia
Na manhã fria
Prolifera a sombra, vadia
Que destrói
Doem
Os medos
Que são penedos
Por entre os dedos
Destroem
E moem

Aquele fio de cabelo branqueado
Não sei se o tombe para este lado
Se ao meio o deixe caindo em feixe

Quem sabe me queixe
Ao dia que nasceu nublado
Quem sabe o olhar me deixe
Esquecer este ar cansado.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...