quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desdém



Não
Imagino
O deserto
De quem
Nada tem

O ar
Condicionado
Ralha-me
Com desdém
Zzzzzzzzzzzzz
Repetitivo
Barulho
Ensurdecedor
Quero silêncio
No meu regalo
De quem tem
Ar condicionado

Zzzzzzzzzzzz
Mosquito
Esfaimado
No estômago
De quem tem
Que lutar
Pelo fresco.

O ar condicionado
Refresca-me com desdém!
Enquanto no mundo morre outro alguém. 

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...