quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Desapego

Ouvi perderem-se os passos na calçada
As pedras recolheram-se no sossego
A lua escondeu-se bela mas envergonhada
A minha alma empalideceu sem aconchego

Na noite extraviou um grito e a alvorada
Aproximou-se pedindo perdão cego
Nasceu o sol nesse dia naquela estrada
Sumiram-se as pedras da calçada em desapego

Viras as costas, enorme o peso dos teus ombros
Quando caminhas com passos incertos
Serei eu a enganada ou serei para sempre amada

Ou serão as pedras da calçada agastada
Pelas findas e vindas numa estrada imaginada
Que te trás até mim por breves momentos.

Júlia Soares (pseudónimo)

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...