sábado, 17 de setembro de 2011

Infiel


Há muito que não clamo amor
Não um amor qualquer
Amor sábio feição de malmequer
Alentejo, terra gente e odor

Odor a lágrima trancada
A sete chaves aferrolhada
A penas que se querem brancas
Para passarem despercebidas
No agreste do campo finto
 Além do infinito que o olhar alcança
Lágrimas trocadas por esperança
Surripiadas ao pó

Sabor a gente só
Amparada ás lembranças
De um destino muitas tranças
Feitas de espigas doiradas
Homens de rugas rasgadas
Mulheres de costas curvas
Pelo peso do viver
Numa terra que é fiel
Ao barro infiel
Que se desfaz com a água
Sempre que cai a chuvada
E o torna em cor pastel




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...