sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Apressado

Hoje deixem-me pousar a cabeça
Na ombreira da porta. Velha
De uma caducidade gritante
Persiste contra ao vertente
Onde o alumínio perdura

Que hoje possa descair o olhar
Sobre as letras tortas
Habilidade visionária
Breve e passageira. O condão
Desponta nas letras rasas
Tenho tanto que aprender
Na curvatura das costas
Que impelem o sondar

Porque hoje o Outono se avista
Quero olhar de frente o velho
O novo perde caducidade
Na falta de humildade
De um passo à frente das pernas
O velho arremata são lanternas
Que safam o apressado 
De um sonhar alpinista.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...