domingo, 25 de setembro de 2011

Recatos


Despe os preconceitos até os pudores
Razão de negar a clareza que os gestos nomeiam
Nos olhares aguados as emoções esperneiam
Em gestos requintados denunciam-se actores

São sempre os lábios que dizem não, impostores
Quanto é péssimo o papel que representam
Se os olhos pesquisam e sempre contestam
Cada negação enfraquecida pelas dores

Que transparecem no branco da retina
Ao virar da esquina no vulto que vislumbra
O teu andar apressado não atina, fico muda

No barulho atroador das palavras que atiço
Recatos desaparecem na penumbra
Mortiça de um bom dia airoso e atiradiço


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...