domingo, 11 de setembro de 2011

Naturalmente

Que bom seria se ouvisses o significado
Das palavras que grito, que bom seria
Se te perdesses no significado que desdenho
Se me trouxesses pedaços constituídos
Pelo amealhar do brado em que insisto

Por vezes penso que pensas em mim
Como flor de papel que o sol desbota
Amortecer simplório dos meus receios
Amontoar escorregadio de desejos
Um bafiento ar que me acalma
O grito que rola desprotegido

Impresso nas palavras está o âmago
Assim como no fundo do poço brota a água
Que bom seria se o tempo fosse menino e moço
Encontraria na sombra o refugio
Brincadeiras ardilosas da juventude

Se te perdesses no significado das palavras
Ignorarias o ruído da rotina, e a faxina
Aconteceria naturalmente.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...