terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Centelha


Passas por mim e não me vês indago
Ao vento norte porque passas sem me olhar
Indago ás pedras da rua porque ao passar
O vento passa correndo frente ao largo

Ao largo da longa planície onde vagueia
Uma saudade desnuda que soluça no vento
Recolhe pedaços de terra solta um lamento
Ergue tão alta centelha sem saber semeia

Pedaços de mim do meu sentir em campo aberto
E tu que passas por mim sem me ver ou ter
Que soltarás afinal no meu modesto viver

Será que um dia se tocam por fim as mãos
Será meu amor o dia sem fim o presságio 
Da sorte que separa o que na vida é fortuito

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...