sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Portugal

As asas do vento transportam a melancolia
Das gotas de orvalho de um Inverno distante
Transportam os passos de um cavaleiro andante
O grito taciturno que no tempo jazia

Chegou de rompante numa manhã gritante
Choraram as almas e as barrigas vazias
Até as crianças choraram com fome, frívolas
São hoje as certezas de uma terra errante

Meu Portugal que se passa contigo
Que se passa afinal na mente de um povo
Fechou uma janela não abriu um postigo

Ai meu país triste sina a tua, nada de novo
Te encontro nesta era tudo é idêntico
A tempos remotos, barriga vazia e sapato roto




Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...