terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Diz-me noite

O dia fortuito perguntou à noite de improviso
O que é afinal o aviso do vento que geme
Ao longe por entre a serra que desnuda treme
O que é afinal um dia frio sem instante preciso

Porque correm os rios extasiados  pró mar
Os teus olhos porque me olham ternamente
Sempre que do peito se solta num repente
Um suspiro indolente que teimas em calar

Se as andorinhas acabam sempre por voltar
Diz-me afinal porque sempre vão embora
Igual a um passo apressado estrada fora

Diz-me noite quem sabe entenderei
Porque o sol no firmamento é senhor e rei
Porque é tão breve e leve o nosso encontrar 

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...