terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O circo

Nas noites de insónia sonhava contigo
Nesta noite de insónia sonho com o nada
O nada transportado numa cara fechada
Num capuz enfiado, num momento forçado

Nesta noite de insónia sonho com a mentira
Com  a falta de brio e muito mais
Sonho com a imodéstia a manipulação
A confusão e a frustração
Sonho com duas caras igual a feijão
Nesta noite de insónia fugiram os ais

Chegou junto a mim
O frio da morte na estrada da sorte
Chegou finalmente a tua cara lavada
Caiu a fachada, desvendou-se a estrada
Chegou junto a mim a memória vadia
Noite corredia, em passo sumido
Chegou o gemido da minha alma inquieta
Mas chegou também uma paz imperfeita

Afinal nem todo o circo precisa de palhaço
Afinal na lágrima que corre e no chão logo dorme
Repete-se o sorriso

O circo fechou neste instante preciso.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...