sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Arraial...

Elevei aos píncaros num dia de temporal
O desatino que é sonhar, corri, saltei,
E dei por mim estendida num areal.
Ali fiquei, morri ou só imaginei…

Que o tecto do mundo é efémero arraial.
Tudo passa ligeiro, ou só inventei
As certezas bizarras, estranho carnaval!
Que faço eu numa arena sem lei…  

E depois num dia qualquer. Pode ser de sol,
Darei por mim num campo de girassol.
Mas não sei do calor, não sei do sentir.

Que deixei lá atrás num atalho qualquer,
Só a saudade vem para me aborrecer.
Fria companheira na hora de dormir.