sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Perversa

Porque me chega no murmurar das folhas,
Na candura de uma tarde de Outono,
O eco frio das algemas, de uma alma sem asas.
E por entre o cair da noite um rumor a abandono?

E nesse instante as folhas amontoadas
Aos meus pés gritam em coro. O seu a seu dono…
Finjo, simplesmente finjo… São águas passadas,
Telhados de vidro de um rei sem trono.

Como eu queria ser formiga… perversa
É a mente com desejos amontoados.
Tudo porque na vida os sonhos são adiados.

Perversa é sorte de um Outono sem chuva.
Perverso o rumor que me serve como luva,
Enfiada das avessas de dedos esburacados…







Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...