quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Se...

Se na falta de um abraço o mundo ruísse.
Se as trevas tomassem de assalto a vida.
Se tudo o que dói, enfim desistisse.
Se a noite e o dia fossem de vencida…

Perdida no espaço quem sabe existisse,
Uma torre de marfim torta e carcomida
Pela embriagues, e num cálice diluísse
A dor que no peito, teimosa habita…

Se, se… São tantos os (SES) que atormentam o dia.
Imensos queixumes da alma em chaga.
São tantas as iras que vacilam num areal.

Se a minha torre de marfim no agora ruísse,
E o topo do mundo aos meus pés se abrisse,
Quem sabe se o (SE) dançava num arraial…



Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...