sábado, 25 de março de 2017

Águas paradas…

Trago sempre no peito subtil imagem…
Mesmo que seja frio o pensamento.
Deixo a porta entreaberta à aragem.
Embora me perca nesse alheamento…!

Se todas as horas podem ser miragem…
E até no deserto existe um catavento.
Deixo aos dias a força, mesmo selvagem.
É o sonho quem impele qualquer momento.

Repara nas nuvens, como são escuras!
 Mesmo assim… o sol afasta as mais sombrias.
Por isso; deixa que o coração fale mais alto.

Olha em frente, não é qualquer planalto
que corta os laços. Já que é o pensamento:
Quem sobrevoa as águas, se estão paradas…




Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...