sábado, 4 de março de 2017

O Guadiana é Paixão… Décimas.

(Mote)
Disse o vento certa vez:
O Guadiana é paixão.
Desde o nobre ao maltês.
A todos já deu a mão!

Ouçam o que vou dizer:
Há um rio que é façanha.
A sua história é tamanha.
Que até eu a vou escrever.
A Espanha o viu nascer,
e o seu leito é altivez.
até rasga a aridez,
da planície alentejana.
O seu nome é Guadiana.
Disse o vento, certa vez.

Quando chega a Juromenha…
Às terras do Alandroal.
Tudo parece abissal.
Não há nada que o contenha!
Ainda se pode ouvir a senha,
nas noites de solidão,
de um contrabandista, irmão,
que a salto varava o rio…
Dizendo cheio de brio:
O Guadiana é paixão!

Está repleto de azenhas.
E de campos verdejantes.
Os salgueiros são mirantes.
E as margens, feiticeiras!
As águas, até são bandeiras…
Gravadas com sensatez,
na história que sempre fez…
Do rio, a sorte do povo…
Fosse velho ou fosse novo.
Desde o nobre ao maltês!

Gritou  o vento em carpido,
lá p`rós lados do Alqueva.
Este rio tudo enleva,
Pulo do lobo é cupido!
No inverno é gemido…
Em Mértola até é visão…
Com o céu, a união.
E na vila do Alandroal,
o seu peixe é festival.
A todos já deu a mão!


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...