quinta-feira, 23 de março de 2017

Musa...

Beija-me as mãos, mas em silêncio.
Não acordes os sonhos no seu clamor.
Atreve-te depois pelo compêndio…
Que é o meu colo… uma simples flor.

Aflora o meu rosto mesmo vazio.
Onde as rugas espreitam sem pudor.
Concentra-te nos lábios, tremem de frio!
E deixa aos olhos inquietos o sol-pôr.

Desliza pela madrugada até que o dia…
Traga nas suas asas todos os beijos.
Deixa ao sol a claridade e a magia.

Que embala e acaricia os corpos.
E não digas nada, repara na maresia…
Será ela a musa dos anseios inebriados.