sexta-feira, 17 de março de 2017

Sono...

Na ponta do meu olhar… Um ensejo!
Amparado pelo medo de estar só!
Eu sei…! Mas não quero e a seguir vejo…
O momento fingindo não ter dó.

Ao longe a música de um realejo.
Chega vazia, arrastada no pó…!
De um livro. Mas as letras… Já não vêem!
São os meus olhos, só querem fazer ó-ó.

É meia-noite, já são horas de dormir.
Em redor o silêncio é frio e assombroso.
Ao longe… Aquele cão continua a latir!

O seu ladrar chega num eco malicioso.
Agora: o momento está mesmo a sorrir!
Só o sono paira no tecto, o vaidoso!

( Poema já publicado e corrigido a 17 de Março 2017, dia mundial do sono.)


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...