sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A recordação tem voz...

Vou pedir ao tempo que me leve nas asas…
Através do campo para beber nas fontes.
Me apresente o branco que veste as casas.
Pedirei ao vento que me mostre os montes.

Se são todos os sonhos brancas borboletas!
Que esvoaçam muito além dos horizontes…
Serei então; as cinzas de simples brasas!
 Cinéreas no seu desvanecer, diferentes!

Tal como o ruído que o pensamento alicia.
Não… não sou louca; a recordação tem foz!
 Murmúrio inaudível; mesmo assim, fantasia…

Ai coração; não passas de casca de noz!
Perdido em quimeras, na cor da utopia.
Enquanto os sonhos adormecem sem voz.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...