domingo, 4 de setembro de 2016

Nesse jeito gaiato…

Coração de pedra, teimoso, aventureiro…
Passa sempre em silêncio, estranhamente…
Ouço nessa hora o ser a gritar, matreiro.
Finge não ver, não sentir, mas promete!

 Erguer altos muros no semblante altaneiro!
Como quem não está, ali… logro benevolente.
Que ao mundo impinge um estar traiçoeiro!
Chora por dentro, sorri por fora… naturalmente!

Ou não fosse o olhar despir-te de artefactos.
Enquanto o corpo sustém a cabeça levantada.
Só os meus passos soam firmes na calçada…

Em tudo diferente dos teus risos amarelados!
Dos teus gestos mitigados à saudade camuflada…
Nesse jeito gaiato de quem vira costas, mais nada.