domingo, 18 de setembro de 2016

De ti...

De ti quero o respirar das primeiras chuvas…
Não quero enlevo que não saiba ver.
Quero tal como quer o pousio, o frio das águas…
De ti espero o sol; quero o tempo a correr.

Quero dias que pesem, sem prazo ou fissuras.
Nos olhos de quem se atreve a saber.
Que a perfeição não passa de utopias turvas.
De erros e acertos há que saber entender.

Se o mundo só é mundo se se for inteiro.
Nos altos e baixos um ser verdadeiro.
De que vale mascarar as nossas lacunas?

Muito menos disfarçar todas as securas…
Que repousam na solidão das madrugadas.
Por isso; de ti só espero que sejas sincero.