domingo, 4 de setembro de 2016

E o seu coração de pedra...

Não sei se me vê quando por mim passa.
Se um cisco no olho lhe turva a visão!
Se por outro lado são palas a ablepsia…
Urbanidade tosca, aparato sem afeição.

Bom dia ao virar da esquina, boa noite e passa…
Verá que não dói, nem terá comichão.
Voltará aos segundos; enrolado em tralha…
Quando muito; sentirá ténue leveza no coração.

Repare com atenção; ao que chama animal…
Tem quatro patas, quadrúpede ao nascer.
No tanto que lhe ensina ao seu igual acorrer…

Por isso da próxima vez, não finja; não ver…
Levante os olhos do chão, o sol brilha ao nascer.
E o seu coração de pedra deixará de ser boçal…