domingo, 18 de setembro de 2016

Carrossel...

Porque me perco num estranho pensar?
Doí-me mais a mim do que dói ao mundo!
Tudo persiste num submisso caminhar…
Será que só em mim o fosso é mais fundo?

Perco-me por aqui e por ali a naufragar,
em algodão doce, um oceano profundo!
Onde a mente se enterra e se tenta agarrar.
Ao sol que escapa apressado e mudo…

Sou poeta de insignificante estória.
Acorrentada a um papagaio de papel.
Sonho, e no sonhar reencontro a memória…

Sonho e no sonhar escrevo a granel.
Então: porque não cego na trajectória?
Se o mundo está feliz no seu carrossel.