segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Grito...

Preciso que a calma repouse aos meus pés.
Careço de tempo para arrumar as ideias.
Sinto que a vida se assemelha ao convés:
De um galeão, em mar de parca epopeia!

Mesmo que o silêncio seja mero rodapé,
dos dias que passam sempre à boleia,
das saudades incógnitas em foscas marés.
Preciso que ele um dia escreva na areia…

Todos os sonhos que decoro, um a um.
Alinhados simetricamente com os dias.
Em que as lágrimas incentivam ao jejum.

Sempre em roda-viva, estranha nostalgia!
Esta inútil necessidade: habitual zunzum…
Grita, grita coração: és apenas mais um!