sábado, 3 de setembro de 2016

O sabor da tua pele...

Se trouxeres o calor do teu corpo ao meu…
Tão frio e desnudo, em tudo mármore!
Desenlaça o mistério da laje fria, Orfeu…
Faz como os pássaros. Observa a metamorfose…

 Faz como as árvores ao deixarem o céu…
Extasia o sonho p´la noite estrelada e luzente.
Entrelaça nos dedos a minha pele. Ilhéu;
que transformas em estrela cadente.

Vem… Deixa que o amor seja só amor, maior.
Que os lábios comandem os nossos corpos.
E que a noite aconteça nos nossos abraços.

Ou então, vai… Leva na bagagem os passos…
Numa viagem sem volta. Mas deixa o sabor:
Da tua pele no meu regaço, por favor.

Fotografia da Companhia Nacional de Bailado,  no bailado Pedro e Inês. Via Google.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...