sábado, 3 de setembro de 2016

Da tua loucura nada restou…

Ninguém é melhor do que ninguém, ninguém.
Existe a água salobra e a que não é… Mesmo assim
existe a água salgada! A da chuva é sempre vaivém
entre o rio e o mar, liberta; em constante frenesim…

Ninguém é melhor, tão pouco ficará aquém.
Pensando que estou certa digo de mim para mim.
As paredes não têm ouvidos, ou será que tem?
Mas fico perdida com a grandeza do chinfrim…

Que os pensamentos alimentam, tresloucados!
Se não sou melhor do que o outro, o que sou?
Questiona o meu ego inflamado, sonhos trocados…

Quase sempre encolho os ombros e assim: vou
sem caminho certo, em passos deliberados…
Pobre criatura… Da tua loucura nada restou!