domingo, 9 de outubro de 2016

Como te levar a sério…

É para ti que escrevo, que invento emoções.
Para ti, que na curva dos anos negas e oscilas…
Temes o tempo que te rouba o tempo, contradições!
São esses avanços e esses recuos sem metas.

É para ti que escrevo, ser de aflições…
Trazes no rosto a capa das aparências.
 No coração o ermo por onde fogem ilusões!
Nem vês que a tez se tinge ao tom das evidências…

Não passa de neve fria e gelada essa oscilação.
Tira o sono, cansa a alma, mesmo assim… Insistes!
Num percurso insidioso, alheado na negação.

Como te levar a sério? Se negas ao coração,
a leveza das manhãs claras e sempre finges:
Não reconhecer o amor em prol da ambição.




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...