sábado, 29 de outubro de 2016

Quanto tempo...

Se eu adivinhar os teus passos…
Será que me olhas com olhos de quem vê além das pedras da rua.
E no teu coração existirá um nicho onde repousa a ternura.
Será que nas noites escuras chamarás por mim.
E nos dias tórridos procurarás a calma no meu ser.
Na ânsia da acalmia para os sentidos.
Será…

Ou pelo contrário, passarás apressado… sem tempo…
Oportunidade perdida à boca do caminho que os pés pisam!
E a cabeça esquece, enquanto o coração adivinha…
Horas de solidão… Quanto tempo?
Para que a sombra que passa apressada fuja.
Para que o dia reveze a noite onde estou.
Escondida dos olhos, longe do peito… enfim…
Será que se adivinhar os teus passos:
Os teus olhos me voltam a deixar ir…