terça-feira, 13 de maio de 2014

Adeus…   Quadras soltas.

De todos os amores que sonhei
Tu foste o mais completo
Foste também, eu sei
O mais vil e gaiato.

Se pensas que mágoa tenho
Reduto de dor sem fim
Enganas-te, agradeço o lenho
Que desviaste por mim.

Serei doida o suficiente
Para amar perdidamente
Para deixar partir e rir
De ti tão pouco exigente.

Às vezes escrevo assim
Rima solta na gandaia
Sempre que dou por mim
Numa hora de alegria.

Então o dia tem mais graça
O sol aquece em dobro
Rio por mais que faça
Mesmo que não tenha ombro.

Os poetas, ser esquisito
Que ao mundo levam rima
Mesmo em verso fraquito
Elevam a auto-estima.

E eu pequena e fútil
Às vezes de mau humor
Outras com certo rancor
Escrevo tanto de inútil…

Escrevo para ti e tu sabes
Sempre que o faço a preceito
As minhas palavras são traves
Que te embatem no peito.

É essa a minha vitória
Sobre a ida, fraca esmola
Sobra-me sempre a glória
De um coelho na cartola.

E para tua arrelia
Que te vês assim retratado
Para que quiseste folia
Comigo, um ser retardado…

Que enlouquece na escrita
Sou solta de alma vadia
Olha, resta a marmita
Cheia de nadas… azia.

Começo a ficar cansada
Vou parar e ir embora
Vou meter o pé na estrada
Porque o dia não demora.

Nem tampouco aquece o sol
A quem se perde na estada
Vou-me embrenhar no rol
Desta vida destravada.

E um conselho te dou
A ti que me olhas louca
Desta vida só levou
Quem se satisfaz com pouca.

Sorte. Mas que é isso afinal
A sorte fazemos nós
Nem só o vendaval
No moinho roda as Mós.

Podia ficar aqui
Até à eternidade
A rimar sobre o que vi
Nos teus olhos, que vaidade.

Esta para meu castigo
Tudo faço sem cansaço
Ai, reboliço mais esquisito
Esta escrita, desembaraço.

Tem a língua afiada
Diz sandice, ou talvez não
Hoje estou inspirada
Nas rimas ao trambolhão.

Precisava ter eu sei
Quem comigo ao despique
Aí, ias ver a grei
Rebolando em trambique

Vou-me mesmo, tem que ser
O Pulga gane aflito
Porque isto de cão ser
Também merece um passeiozito

Adeus, até ao meu regresso
Comecei a falar de dor
De amores e certo reverso
Termino a prosa com cor.








Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...