segunda-feira, 26 de maio de 2014

E agora...

 E agora?
Pergunto ao vento que sacode a vidraça.
E agora? que rolam no chão todas as folhas mortas
De uma árvore tombada.

Questiono seja o que for
Numa esperança fugidia
Quero saber qual a cor
Que deixa a alma fria.

Às vezes penso que é branco o desamparo
Outras é negro… e um reparo logo vem
Como quem não quer a coisa, malvado
Ri de mim, ri de ti, até do além.

E agora?
Que choram as pedras que os teus pés pisaram.
Será que por entre elas nascem beldroegas
Se assim acontecer é porque entregas
Nas mãos de Deus águas que brotaram

Dos meus olhos.