quarta-feira, 7 de maio de 2014

Na hora de debandar...

De que servem palavras bonitas
Visitas a qualquer hora
Se às vezes são meras fitas
Na hora de ir embora.

Penso comigo afinal
Se um pai cuidou e amou
Porque o seu tempo acabou
Numa cama de hospital

Ou num qualquer abrigo
Que o dinheiro pode pagar
Quem se preocupou consigo
Na hora de debandar

Em busca da ligeireza
Da vida fácil que impera
Viveu um pai a grandeza
Para ser esquecido, quem era!!!

Quanto ditoso é
O que cuida dos seus
Assim se mede quem é
Nas dores que então venceu.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...