quarta-feira, 14 de maio de 2014

Se morrer logo mais...

 Se morrer logo mais que seja em campo aberto
Como amparo um tronco de sobreiro
Que me aqueça o calor da terra, e o vento suão
Leve a minha alma e a espalhe num campo de trigo

Porque na vida fui joio, tenho nas mãos a enxada
Que dilacerou a minha silhueta, fez dela gato-sapato
Por vezes deixou-me estendida numa valeta
Tendo por companhia arame farpado

Se morrer logo mais, quero os calos das mãos
A velarem por mim, e de mortalha papoilas
Quero que me chore um velho irmão
Que tal como eu fez da terra o pão.



Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...