terça-feira, 6 de maio de 2014

Porque perco tempo...

Porque passa o vento sem olhar p`ra trás
E me deixa estendida no chão
Porque passa o sol que agora faz
Para logo mais se afastar o verão

Porque passo eu, mesmo sem passar
E a vida corre eterno lamentar
Porque passa o dia se a noite se achega
Nas rugas do rosto que renega entrega

Porque passas tu meu amor vindouro
Se logo mais não sabes quem sou
Porque passa o sonho efémero tesouro
Se amanhã sou o que restou

Porque passa tudo que fica afinal
Na linha da vida uma mão fechada
Porque perco tempo com o que está mal
Se o tempo matreiro corre em debandada.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...