segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sombra...


Porque se foi o nada, se nada era
Ao meu lado deixou a sombra
Essência deslavada
Pelo fantasma dos sonhos

Olho as andorinhas que dançam,
Dançam e chilreiam
E nada me ocorre

Certamente que morri
Uma parte de mim, morreu
Camafeu infernizado, o eu
Que me tolhe na cegueira
Do que foi

Estranha apatia a desta hora
Palavras cruas e ocas
Resgatam as lembranças
Que não quero
Os sorrisos que não tive
Num tempo que não foi

Respiro aliviada
E as andorinhas respiram comigo
Afinal esta hora assombrada
Não passou disso mesmo
Uma sombra desvairada
Que me entrou pelo postigo.




Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...