quarta-feira, 7 de maio de 2014

Posse...

A ostentação ridícula da posse
Deturpa a realidade, é fria e leviana
Produto de insuficiência insana
Falha a certeza, pelo correr da água
No rio.

Desagua sempre no mar, tal amor
Produto da alma, vadia e incontrolável
De que serve um sopro inerte, impenetrável
De que serve, se a mente galga fronteiras
Sem pudor.

A ostentação ridícula da posse
Retira a paz, o brio, até o que não se tem
Tudo o que o homem precisa
É de fechar os olhos

E acontece o sonho.