quarta-feira, 28 de maio de 2014

Que faço...

Que faço com o presságio do vento
Auspicio nas nuvens, anunciado
Que faço diz.
Sempre que me chega o eco
Lamento que do teu peito vaza
Labaredas de raiva, moinhos de vento
Simbiose daquilo que não é.

Que faço?

Sigo a estrada mesmo com curvas
Sento-me numa valeta qualquer
Ou então.

Afasto o ímpeto e deixo entrar o sol.

Que faço?

Se te sei na dor do imprevisível
Numa caverna sem luz
Que a morte traz.

Sigo caminho, tal como antes
Em que um dia chegou
Presença marcou.

E o dia assomou.