terça-feira, 6 de maio de 2014

O vento a chamar...

Não sei de ti há tanto
Da sorte nada sei também
Nem desdém e no entanto
Sei que sou ninguém

Sei do campo a perder de vista
Das flores num manto belo
Até das cegonhas no alto
Eu sei, mas nada sei de ti
E no entanto sei que vi

Além no céu azul
Uma nuvem passou ligeira
Trouxe a até mim
O queixume
Vê bem. Rama de oliveira
Onde poisa o Melro
E até o Gaio
Onde poisa a sorte
Num botão em flor
Onde poisa o olhar
Quando quer chorar
Nada sei de ti
O vento a chamar.



Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...