quinta-feira, 16 de abril de 2015

Se do barro que somos talhados...

Almejo impelir-te os sentidos,
Elevar aos píncaros o poema,
nos dias de rima fácil.

À semelhança de outrora,
quando as palavras erravam,
 nos botequins ao final da tarde,
e os poetas entre si rasgavam versos,
que dependuravam na alma.

Apetece-me espicaçar!
Recuo… não julgues a minha ousadia,
impropria ao presente.

Porém… São tantos os versos perdidos,
impedidos de respirar. Metamorfose
dos beijos  ao luar!
Seguro a ânsia de ir além…
Por entre as flores da primavera.
Que até os escuto a implorar!

Penso duas vezes, torno a pensar.
Dou por mim a imaginar.
Do barro que somos talhados,
soltam-se partículas em versos roubados.
Ao céu, à terra e ao mar!

Imagem: Via Google.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...