quinta-feira, 9 de abril de 2015

Que Nunca é Tarde...

Converso contigo no silêncio!
Falamos do tempo, das gentes na rua,
de como é bom viver no Alentejo.
Falamos das crianças que brincam libertas,
do vizinho na mercearia. Diz que tem gota!
Vê bem… até falamos de poetas!

E assim por horas a fio converso contigo.
Mas só respondem as paredes!
Os gatos e o cão, até um pombo vadio,
que mora na casa dos fundos.

O que tu não sabes, é que guardo no baú do sonho,
as conversas que não temos, aquelas que falam de amor.
E que um dia, quando o silencio se cansar,
e trocarmos um olhar, falaremos noite fora…
Que nunca é tarde para amar.



Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...