domingo, 12 de abril de 2015

Na simplicidade do olhar...

Eis que…
Quando as palavras se julgavam gastas,
e de um azedume gritante,
Chegaste!
Na simplicidade do olhar.
E nas mãos abertas os poemas florescem!
Questiono amiúde as árvores da praça.
- Seremos marionetas das vozes de outrora?
Responde o vento na ramagem.
 - Não te percas, escuta:

Palavras de ternura,
de uma beleza singela.
Desliza nas ruelas com a lua,
retorna ao tempo de quimeras.
Faz das palavras alcova;
e assim renasce a Primavera.